A distância que nos
separa do outro é um buraco sem fundo onde nos resfolegamos na tentativa de
encontrar alguma materialidade, cuja essência é o desvanecimento diante da
presença de outra materialidade – como a mão que arrisca se agarrar a uma pedra
rígida, entretanto, se desfaz como barro seco –, e assim, nessa perpétua ilusão
da rígidez material, desse contato impossível, mas de aproximação inconstante,
preenchemos o buraco com barro; este barro lavado pela enxurrada de nossas
lágrimas de lamento.
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Zra'el

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